Deserto de Huacachina, Ica, Peru

Cheguei por volta das dez da manhã na cidade de Paracas. A viagem foi de ônibus e tinha até café da manhã (sanduíche, chá de coca ou café, e uma maçã). Infelizmente, no horário que cheguei não tinha como fazer o passeio até as Ilhas Ballestas. Aproveitei então para almoçar numa das barracas à beira mar. Por conselho de uma boliviana que conheci no hostel em Lima fui provar o tradicional prato peruano, ceviche (feito com peixe, limão, cebola e milhos coloridos). Preferi provar ceviche em Paracas porque o peixe é bem fresco, as barracas são de familiares dos pescadores da região. Tudo novinho e feito na hora.  





Depois do almoço para não perder um dia de viagem resolvi entrar em contato com os guias turísticos do local para aproveitar e conhecer o deserto de Huacachina, em Ica. A cidade fica uma hora de distância de Paracas. A aventura foi um pouco estressante porque o guia me levou em seu carro e disse que outras duas turistas da Alemanha também estavam indo, no caminho descobri que não tinham turistas no carro, apenas pessoas da mesma família. Ele queria mesmo era ganhar uma grana já que tinha que deixar os parentes em Ica.

Só percebi que tinha sido enganada no caminho, mas como a estrada era deserta não quis arriscar descer e ficar sozinha sem transporte para voltar. Quando cheguei ao local onde partem os carros de passeio fui enrolada mais uma vez, o cara do passeio cobrou mais caro a minha passagem. Mesmo assim valeu muito porque é belo o lugar e ainda desci de prancha nas dunas. 









Depois do passeio pelo deserto e de descer as dunas tive mais surpresas no retorno que foi feito com o mesmo guia porque ele mais uma vez me enganou. Antes de sair de Paracas havia dito que eu poderia retornar num ônibus que passava qualquer hora da cidade de Ica para Paracas. E, quando retornei do passeio no deserto soube que não tinha nenhum ônibus naquele horário e eu teria que pegar um táxi. Como estava preocupado e não conhecia ninguém além do guia resolvi voltar com ele. Paguei o triplo pela viagem de volta, mas deu tudo certo. Não aconselho esse tipo de aventura sozinha pelas estradas desertas do local porque tive que voltar rezando para que nada acontecesse já que estava apenas eu e o guia no carro. 
No retorno vi que muitas casas à beira da estrada tinham paredes feitas de esteiras. Uma comunidade muito pobre na região. 
Na pequena pousada onde paguei apenas 10 reais dormi numa cama de casal e sozinha num quarto,aliás foi o único hostel que dormi sozinha num quarto durante toda a viagem. 




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